| Trabalhar com games: o que te motiva? |
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| Escrito por Alessandro Vieira |
| Qua, 11 de Junho de 2008 05:21 |
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O Sonho: Você sonha trabalhar com games? Caso sim, já parou para pensar no que lhe motiva a fazer isso? Em outras palavras: que você precisa para esse sonho se realizar. Trabalhar: Motivações
Cada pessoa tem uma configuração particular de motivações. Assim, digamos, o que motiva João a ser um designer é criatividade e autonomia, e o que menos o motiva é segurança no cargo e obter poder na empresa. Já Martha, no mesmo cargo, pode ser motivada por obter poder e trabalhar em m bom clima de convívio, e nem sequer ligar para autonomia. O que motiva quem trabalha com games? O que vem agora neste breve ensaio não é fruto de uma pesquisa sistemática, mas de minha experiência no mercado de jogos. Se você contestar meu parecer, eu adoraria ouvir o seu: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. (ou faça seus comentários neste artigo) Acredito que as pessoas que sonham trabalhar com games são motivadas, em sua maioria, pelos seguintes fatores: Competência técnica, Criatividade, Status e Autonomia. Penso assim porque rotineiramente muitos candidatos e novatos na indústria chegam a mim com dizeres como este: “Sempre sonhei criar jogos. Os melhores. Os que eu quero criar” (Valorização de Criatividade e Autonomia). Da mesma forma os desenvolvedores de jogos em geral podem ser vistos como nerds, e como tal dão muito valor ao domínio de suas respectivas áreas de atuação, sejam elas Design, Progamação, etc (Valorização de Competência Técnica). E, para fechar, quase todos, arrojados e competitivos, parecem sonhar em se tornar “o maior”, em criar “os melhores jogos”, em desbancar o mercado, etc. (Valorização de Status). O que menos motiva o desenvolvedor de jogos, e também os aspirantes a, no modo de ver as coisas são estes fatores: Segurança, Reconhecimento, Equilíbrio e Dedicação a uma causa. Quem sonha desenvolver jogos ou está fazendo isso em geral não se importa com o fato da indústria sem incipiente e muito dinâmica, envolvendo muito riscos. E daí que seu pai acha que isso não é emprego de verdade, não é mesmo? (Falta de Segurança e Reconhecimento). Analogamente o desenvolvedor de jogos não se importa de levar trabalho pra casa, e por vezes é um verdadeiro workaholic. É comum os que trabalham até 12, 14, 16 por dia, em alguns períodos, sem grandes queixas (Falta de Equilibrio). E, para fechar, o desenvolvedor de jogos não pensar em trabalhar para criar jogos educativos. Se puder escolher não vai querer desenvolver um “chato” jogo pro Greenpeace ou para o programa Fome Zero. (Falta de Dedicação a uma Causa Maior). Ele prefere, afinal, os games de mercado que, acima de tudo, são entretenimento puro e simples. Quatro Alertas Finais Para concluir gostaria de comentar a influência das quatro motivações restantes na carreira do desenvolvedor de jogos. Isso porque acredito que elas podem representes surpresas e mesmo desafios para esse profissional. Desafio: Especialmente no Brasil ser bem sucedido trabalhando com games pode ser bem desafiante. Falta empresas sérias no mercado e esse é bastante frágil comparado com o de países concorrentes. Portanto, pense bem: desenvolvedor de jogos não é um profissão “garantida” como médico ou engenheiro. Variedade: E quem disse que todos os projetos e atividades serão divertidas e instigantes? Você está pronto para tocar o desenvolvimento de um jogo que você simplesmente odiaria jogar? Dinheiro: Sim, dá para ficar rico desenvolvendo jogos. Mas, particularmente, só conheço dois ou três casos, dentre uma multidão imersa em pindaíba. Talvez dinheiro não te motive tanto. Mas esteja certo: você pode ter uma vida confortável se for um bom desenvolvedor e souber gerir sua carreira. Convívio Social: Empresas de games são ambientes que congregam pessoas interessadas em entretenimento, em geral bastante inteligentes, mas não tão habilidosas em convívio social. O lugar pode ser divertido, mas também bastante competitivo e machista. Você está emocionalmente preparado para conviver com uma porção de nerds exigentes e competitivos e manter um bom clima de convívio? Seja como for, não importa quais sejam suas motivações, se você escolheu trabalhar com games a “fórmula do sucesso” é uma só e a mesma para qualquer área: muito estudo e trabalho duro. Este artigo foi escrito por Alessandro Vieira dos Reis, Game Designer e Analista do Comportamento formado em Psicologia pela UFSC. Trabalha na TechFront, em Florianópolis-SC, desenvolvendo jogos casuais. Blog: Games e Comportamento. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Entre em contato com ele por seu e-mail, ou aqui mesmo pela Gamecultura.
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| Última atualização em Sáb, 11 de Abril de 2009 20:52 |

























