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Acabei de ler um pequeno artigo no Gizmodo Brasil, sobre uma entrevista
com John Dillulo, diretor da Activision-Blizzard para a América Latina,
ele fala sobre a implantação de uma unidade da A-B aqui e sobre o
mercado em geral no Brasil. Num certo ponto ele cita o problema que
mais aflige os gamemaníacos, nas suas próprias palavras "os jogos são
ridiculamente caros." Era neste ponto que eu queria chegar.
A Sony levou 13 anos e 3 gerações de seu Playstation para pensar a montar uma unidade da SCEA no Brasil.O discurso é sempre o mesmo: não dá pra vender videogames no Brasil porque a pirataria é muito grande. Balela! Isso é falta de visão de mercado e ausência de ousadia empresarial.
O mercado periférico asiático sempre foi a meca da pirataria, mas nenhuma das grandes fabricantes de videogames ou produtoras/distribuidoras de jogos deixou de estar presente nesses países. A solução para o problema da pirataria é exatamente o contrário!
Pense na segurança pública. É sabido, estudado e experimentado que os índices de violência e de "governança" paralela em favelas diminui quando o estado se mostra mais presente, mais ativo. Isso é uma constante cultural sobre a qual antropólogos podem falar muito mais (e com muito mais propriedade do que um designer como eu). Mas eu imagino que a solução para o mercado de videogames brasileiro passa pelo mesmo tipo de abordagem.
Se tomarmos como exemplo o mercado de jogos de PC, o mercado já mudou bastante! A presença maciça das grandes distribuidoras nas prateleiras de lojas de varejo como FNAC e Extra, a preços relativamente acessíveis, tornou o jogo oficial uma opção para o jogador! Lembrem, antes não havia sequer presença destes jogos, como se pode cobrar uma postura ética do jogador quando ele sequer encontra um jogo para comprar.
Os preços destes jogos são razoáveis, R$ 100,00 a R$ 150,00 para um lançamento muito aguardado pode ainda ser um pouco salgado (talvez o preço ideal seja R$ 100,00 como máximo para um lançamento.) Mas vejo (e compro) muito jogos clássicos por R$ 59,00, R$ 19,99 e até mesmo R$ 9,90. Por um jogo oficial! Com caixinha e manual. Com direito a número de série para jogar online.
Agora imagimem jogos de Wii, PS3 ou Xbox a R$ 59,00. Venderiam bem. A R$ 250,00 é que não dá pra reclamar do Brasil e de seu povo sem ética. Vender um jogo a R$ 250,00 é que é falta de ética. Isto não é uma opção a pirataria, a pessoa que compra um jogo a R$ 250,00 nem sabe onde comprar um jogo pirata ou como se baixa um torrent.
Com opções baratas e de prateleira, a pirataria não acabaria, como não acaba nem nos EUA. Tem pessoas que compram jogos piratas mesmo que o oficial seja R$ 5,00. Isso não vai mudar. Mas há muitas pessoas que estão só esperando para rechear suas coleções com jogos oficiais. É só prestar atenção na gente!
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o problema do jogo a 250 nao é ética do vendedor, é imposto que protege o desenvolvimento do parque industrio-tecnologico nacional da concorrencia internacional(ver Itautec e Autolatina nos anos 80). essa questao é mais complexa e nao vou discutir.
o que fizeram na china (onde nao existe copyright) é entrar pesado com MMOGs e ganhar dinheiro com a mensalidade. isso funciona. ainda, mercado consumidor e mercado produtor sao duas coisas diferentes. $
por fim, rentabilidade de jogo AAA é 3 meses apos o lancamento. essa é a janela de tempo pra ser sucesso ou fiasco. o modelo é esse, jogo classico é legal pra quem faz, mercado consumidor nao liga pra isso.