| A Trilha Sonora Original de Mirror´s Edge |
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| Escrito por Bianca Polini Gelli |
| Ter, 14 de Julho de 2009 18:39 |
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Marcando a estréia da nossa nova colaboradora, Bianca Gelli, vamos à tradução autorizada do review da trilha sonora de um dos jogos mais interessantes dos últimos tempos: Mirror´s Edge. Ou, se preferir, leia a matéria original na Music4Games.net. O jogo Mirror’s Edge saiu já faz um tempo; a sua mistura de movimentos dinâmicos do Free Running (uma evolução do esporte Le Parkour) e de combate em primeira pessoa, leva a audiência ao delírio e jogadores à náusea já faz meio ano, e finalmente eles lançaram a trilha sonora via iTunes e Amazon, um mês atrás. Existe um EP de remix que foi lançado junto com o jogo tendo como principal tema a “Still Alive” e remixes feitos por artistas renomados com Junkie XL e Paul Van Dyk, mas este novo lançamento é a trilha sonora completa vivenciada no jogo, feita pelo “estreante compositor para games”, Magnus Bigersson, conhecido também como “Solar Fields”. O ponto de partida inicial para o sucesso do jogo é a faixa tema “Still Alive”, tendo como vocalista, Lisa Miskovsky. É uma faixa de extremo empenho, engloba perfeitamente o espírito do jogo e tenho certeza que ajudou na promoção do mesmo. Você pode ouvi-la impregnada em todas as faixas de Solar Field como uma marca registrada. Não é nada novo fazer reiterações com o tema principal, especialmente em games, mas isso precisa ser manipulado corretamente, e eu acho que essa trilha sonora conseguiu. Usando toda a capacidade daquele tema, nos trouxe a dose certa de coesão, que é perfeita, considerando que o jogo inteiro se passa na perspectiva de primeira pessoa. É você quem esta lá quando as situações se desenrolam, e não perde nada porque está realmente acontecendo com você. Aquele nível de imersão e personalidade é o que há de inovador no jogo e é totalmente sustentado pela música. Existem muitas ambientações eletrônicas calmas e desreguladas, e é uma maravilha ouvi-las misturadas e emendadas uma na outra. Eu adoro o fato de que as faixas são longas, a maioria excedendo 6 minutos. Você realmente sente que cada instrumento e passagem tem todo o tempo para reproduzir-se e estabilizar sensações. Estou muito acostumado a fazer reviews de sucessos com talvez 20 faixas com poucos minutos. Faixas auto-suficientes sofrem terrivelmente por essa fragmentação, acredito eu. As músicas de jogo são usadas aqui e ali, de um jeito ou de outro para sustentar o gameplay, e eu tenho certeza de que as faixas do Mirror’s Edge foram manipuladas dessa mesma maneira, mas há algo a se dizer sobre a faixa se tornar uma música, uma identidade por si própria sem diminuir as origens ou eficiência de uso. Cada música no Mirror’s Edge relata uma história, um capítulo de sensações, eventos, e circunstâncias de modo convincente e decididamente inteligente. Infelizmente, o jogo em si me deixa com náusea e ainda tenho que completá-lo. Eu descobri que se eu ficar longe de jogos de tiro em primeira pessoa normais consigo refrear os enjôos, então eu não esperava ser afetado fisicamente pelos visuais limpos e performances suaves de Mirror’s Edge. Mas lá estava eu, fazendo paradas a cada 15 minutos de jogo, imaginando se alguém estava tendo sorte em tomar remédio de vertigem só pra acabar o jogo. Então, nas minhas paradas, eu ouvia a música. Não posso dizer com certeza que ela melhorou o meu estado, mas me fez ficar ansioso para melhorar e recomeçar com o Free Running. Escrito por Tony Porter; traduzido por Bianca Gelli. Bianca Gelli é estudante de design de games na Universidade Anhembi-Morumbi e colaboradora da Gamecultura.
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| Última atualização em Ter, 05 de Janeiro de 2010 00:16 |


























