20.11.08
10 ANOS DA LIVRARIA MINERVA GALERIA, EM COIMBRA

Desejo parabéns e felicidades à Livraria Minerva Galeria, e a Isabel e a José Alberto Garcia, pelos 10 anos da Livraria Minerva Galeria, na rua de Macau, em Coimbra, assim como pelos 23 anos da Livraria Minerva (alfarrabista), na Rua dos Gatos, 22 anos das Edições MinervaCoimbra e 16 anos da Livraria Minerva da Faculdade de Letras (ver blogue da MinervaCoimbra).
Dentro do programa de comemorações, será inaugurada uma exposição com obras de muitos dos artistas que ali têm exposto, casos de Ana Rosmaninho, António Menano, Artur Bual, Colette Vilatte, Hans George Schüssler, João Berardo, Lena Gal, Lúcia Maia, Maluda, M. Helena Toscano, Marco Rooth, Mário Silva, Miguel Barbosa, Paula Rego, Pedro Charneca, Pinho Dinis, Rebelo, Rui Cunha, Santiago Ribeiro, Sérgio Sá, Silva Duarte e Vasco Berardo, a decorrer no próximo sábado pelas 18:00.
Já participei em debates na livraria, sobre blogues, por exemplo. E a MinervaCoimbra editou dois livros meus, o que jamais esquecerei.
Etiquetas: Livreiros
19.11.08
COLECÇÃO DE FOTOGRAFIAS DA REVISTA LIFE DISPONÍVEL ONLINE
Desde ontem que 20% do total das fotografias existentes no arquivo da já desaparecida revista Life está disponível na Internet, através da Google (a partir de informação da newsletter de hoje do European Journalism Centre). A porta-voz da TimeInc, Dawn Bridges, disse que o arquivo inteiro ficará disponível até Abril do próximo ano.
Trata-se de uma das maiores colecções de fotografias existentes no mundo e de um dos mais importantes arquivos do século XX: 10 milhões de imagens, em que 97% nunca foram vistas!
Etiquetas: Fotografia, Revistas
CORPO E SIGNOS - CORPS ET SIGNES
COLÓQUIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
No centenário do nascimento de Claude Lévi-Strauss e Maurice Merleau-Ponty, a decorrer nos dias 20, 21 e 22 de Novembro 2008, no Auditório do Instituto Franco-Português, à Av. Luis Bívar 91, Lisboa.
A Comissão Científica é constituída por António Bracinha Vieira, José Luís Garcia, Jean-Yves Mercury, Nuno Nabais e Diogo Sardinha.
LOJA DE LISBOA
As imagens são do blogue Lisboa na ponta dos dedos, de Sancha Trindade, que permitiu a reprodução aqui. Escreve a autora do blogue: "abandonada há vários anos, estão finalmente a recuperar a mais bonita loja da Rua da Conceição. E dizem que vão manter os estuques".


Etiquetas: Lojas
RECUPERAÇÃO DE PATRIMÓNIO EDIFICADO EM BRAGA

O blogue Município de Braga dá conta do trabalho de recuperação do revestimento azulejar da escadaria nobre do Convento do Pópulo (século XVI).
A apresentação pública é hoje às 12:00.
18.11.08
1967 - O ANO QUE MUDOU A RÁDIO NOS ESTADOS UNIDOS
Na história da rádio americana, 1967 é um ano charneira, como o propõem dois livros que agora trago à discussão. Um é de Jack W. Mitchell (Listener supported. The culture and history of Public Radio, 2005).
Depois da programação com interesse público da rádio Pacifica na década de 1960, e com influência da BBC inglesa em especial o Terceiro Programa, que alimentam os gostos de minorias culturais, a rádio pública americana surge em Abril de 1967. Um comité do Senado para os assuntos comerciais conseguiu fazer aprovar uma proposta do presidente Lyndon Johnson, após uma longa disputa terminológica entre televisão e audiovisual (esta palavra a incorporar a rádio). Surgia a National Public Radio (NPR).O papel de Mitchell é fundamental na NPR. Nascido em 1941, trabalhou na rádio da universidade de Michigan (WUOM), onde estudava. A CPB (Corporation for Public Broadcasting), entidade que suportaria financeiramente a NPR, convidou Mitchell a trabalhar no novo conceito de rádio pública e enviou-o para o Reino Unido para trabalhar e estudar na BBC durante um ano. Após o regresso aos Estados Unidos, Mitchell tornou-se o primeiro empregado da NPR. Confessa ele que, sendo o primeiro empregado, foi o “primeiro” em muitas coisas. Por exemplo, foi produtor do programa All Things Considered, um dos esteios da informação da rádio pública. Foi também membro do conselho directivo da NPR, numa altura em que geria rádios no Minnesota e no Wisconsin. Mais tarde, enquanto docente universitário, pôde perceber melhor os movimentos e as tendências da rádio pública.
1967 é também o ano da marca de água do livro de Jim Ladd (Radio waves. Life and revolution on the FM dial, 1991). Escrito como se fosse um diálogo ininterrupto e romanceado, é uma viagem à própria experiência de Ladd, dee-jay desde o ano mítico de 1967 e uma figura notória da cena radiofónica da Califórnia. Se Mitchell conta uma história maioritariamente ocorrida na costa leste americana, Ladd dá-nos o contraponto da costa oeste, no Pacífico.
Foi em 1967 que Ladd e outros pioneiros lançaram rádios de rock and roll em FM. Na introdução ao livro, Don Henley fala de San Francisco, dos hippies, do consumo de ácidos, LSD e outras drogas, do álbum dos Beatles Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band e da contracultura (de costa a costa, de Boston a Los Angeles). O FM era superior ao AM em qualidade de transmissão e começava a usar a estereofonia.Ladd recorda, no primeiro capítulo, a rádio KAOS, em 94.7 MHz, bem como a KFRE, animada pelo portentoso (em dimensão física) Tom Donahue (1928-1975) e pela sua futura segunda mulher, Raechel Hamilton, de 18 anos, com menos de metade da idade daquele. Grateful Dead, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimmy Hendrix e Doors, entre muitas outras bandas, tocavam na rádio com uma abundância não vista anteriormente. O formato American Top 40, apanágio das rádios de AM, onde passavam os discos mais vendidos, era substituído por aquilo a que Ladd chama de corrente da contracultura ou underground e que rapidamente se estendeu aos Estados Unidos no seu conjunto (e também chegou a Portugal; vide o programa Em Órbita). O dia do arranque foi 7 de Abril de 1967. Tom e Raechel faziam tudo: tocavam os discos, falavam, atendiam o telefone. De rádio falida, a KFRE passou a ser o farol do novo estilo FM, angariando novos patrocinadores e tendo logo imitadores, como a WOR (Nova Iorque) e a WBCN (Boston). De San Francisco, Tom e Raechel foram logo depois destacados para dinamizar outra estação, agora em Pasadena. Estava-se em Outubro de 1967.
A KDOM, de Ladd, começava igualmente a ser conhecida, irradiando a partir de Los Angeles. Era ainda o tempo dos discos em vinil, que permitiam fazer habilidades como colocar a agulha no disco através de um botão de comando ou manualmente, procurando acertar na espira certa. Ladd apresentou uma demo de programa e foi admitido, passando, à noite, as músicas que mais gostava, desde Led Zeppelin a Beatles ou Ravi Shankar, música que significava para ele uma perspectiva geracional única (p. 23), com canções sobre o movimento pacifista, direitos civis, Vietname.
Etiquetas: Rádio
17.11.08
A TELEVISÃO SEGUNDO FRANÇOIS JOST

François Jost tem um blogue, o Comprendrelatele, onde analisa a actualidade, a entrevista, os noticiários e a programação televisiva. No passado dia 22 de Outubro, ele respondeu a perguntas de Jair Fernandes Melo, do jornal brasileiro A Tarde (ver aqui, com tradução de Simone Ribeiro). Uma das perguntas foi: "Em seus livros, o senhor aponta três mundos onde se inserem os programas de televisão: real, ficção e jogo. Os reality shows são uma mistura deles três"?
Respondeu François Jost:
- A novidade relativa da telerrealidade é que ela se presta melhor a variadas interpretações que os programas antecessores: quando a versão francesa do Big Brother foi lançada (Loft Story), o produtor e a mídia o ancoraram na realidade. Depois eles recuaram diante das críticas de que o programa forjava o conteúdo e se defenderam “não, isso não passa de um jogo”. Hoje, os animadores apresentam com freqüência alguns desses formatos como se fossem uma brincadeira. Depois foi pedido aos candidatos para parecer aquilo que eles não eram: por exemplo, um maçom se fazer passar por um milionário (Joe Milionário). Em O Incrível Noivo, um comediante fazia sem o conhecimento da candidata o papel de um rapaz detestável para desagradar a seus pais. A telerrealidade, portanto, pouco a pouco se transformou em ficção. Do ponto de vista da recepção, é a mesma incerteza: algumas pessoas tomam esses programas por realidade, outros por um jogo, de acordo com o grau de conhecimento que se tem da fabricação do programa. Eu não diria que os reality shows são uma mistura dos três mundos, mas talvez que possam ser deslocados de um lado para o outro segundo os diferentes atores da comunicação.
O livro de Jost, Seis Lições sobre Televisão (2004), oferece uma leitura semiótica sobre o meio audiovisual. Dividido em seis capítulos, correspondentes ao mesmo número de aulas, nota-se um crescendo teórico no seu texto. Assim, a um primeiro capítulo sobre comunicação televisiva, Jost apresenta a dicotomia de modelos de contrato e de promessa. No segundo capítulo, ele fala de três mundos do meio: real, fictício e lúdico. Na terceira aula assiste-se à aplicação das oposições anteriores ao reality-show, enquanto na quarta aula Jost interroga a origem da ficção através da escrita de John Searle. Se a quinta aula se posiciona entre a ficção e a realidade, a partir de um texto de Käte Hamburger, no sexto capítulo o autor vai buscar inspiração a Gérard Genette, autor que estudou profundamente.De Genette retira, por exemplo, a noção de tempo, decomposta em ordem, duração, frequência. Genette trabalha também a categoria de focalização, a relação de conhecimento entre o narrador e a personagem (p. 128). O conhecimento do narrador é maior que o conhecimento das personagens (focalização zero), tanta como a das personagens (focalização interna) e menor que a personagem (focalização externa).
Um outro conceito que Jost operacionaliza é o de contrato, usado por analistas do discurso e por semióticos. Fala-se, por exemplo, de contrato com o leitor. Em televisão, diz ele, contrato pode definir o acordo pelo qual emissor e receptor reconhecem que se comunicam e o fazem por razões compartilhadas (p. 9). Mas se o número de receptores se alarga, por exemplo, para um milhão, esse contrato torna-se difícil de compreender. Por isso, Jost propõe a sua substituição pelo modelo de promessa. Dá o exemplo da comédia, que existe para fazer rir, ou do "ao vivo", que ilustra a autenticidade e simultaneidade do momento.
Leitura: François Jost (2004). Seis lições sobre televisão. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Editora Sulina
Etiquetas: Televisão
EXPRESSO DEDICADO À TELEVISÃO

A "Única", revista do Expresso, dedicou o seu número do passado sábado à televisão. Como se trata de uma revista orientada para o lazer e a informação leve, não se podiam esperar textos profundos. Mas vale a pena guardar.
"Pedimos desculpa por esta interrupção, o programa segue dentro de momentos", a mensagem que a RTP transmitia quando havia uma quebra de emissão, é o começo da análise jornalística à televisão. Que salta para uma entrevista a Mário Crespo, o jornalista de 62 anos que conduz diária e magistralmente o noticiário das 9 da noite na SIC Notícias.
Apaixonado pela história dos media, registo o texto de Rui Cardoso sobre as datas mais importantes da televisão portuguesa. Começa o texto assim: "Em 1957, ter televisão era como ter carro próprio: uma raridade". Muitos anos depois, isso é história.
Etiquetas: Televisão
AINDA O IV ENCONTRO DE BLOGUES
Já se publicaram na internet, que eu saiba, as seguintes comunicações do IV Encontro de Blogues: Cultura bloguer, de José Luis Orihuela, Para uma cultura da colaboração em rede, de Mário Pires, Uma nova forma de cultura: a blogosfera na primeira pessoa do singular, de Lauro António, O fim da blogosfera, de Paulo Querido, A "e-Biblioteca de Babel", de Dora Santos Silva, e Os profissionais de comunicação portugueses na blogosfera: temáticas e propósitos, de Elisabete Barbosa.
Etiquetas: Blogues
16.11.08
NELSON RIBEIRO
É o perfil do futuro de hoje da revista "Pública" (Público).

Tem 32 anos, é director de programação da Rádio Renascença (e meu colega da Universidade Católica, onde ensina, entre outras coisas, História dos Media, cadeira que reparte comigo). Concluiu licenciatura e mestrado na Universidade Católica, com teses orientadas por Isabel Férin, já publicadas em forma de livro (A Rádio Renascença e o 25 de Abril, Universidade Católica Editora, 2002; A Emissora Nacional nos Primeiros Anos do Estado Novo, 1933-1945, Quimera, 2005). Prepara doutoramento na Lincoln University, orientado por Brian Winston (ver mensagem minha sobre este autor aqui), com o tema da utilização da rádio em Portugal durante a II Guerra Mundial.
Sobre a relação AM/FM, responde à jornalista Sofia Branco: "Hoje ainda há pessoas que se queixam de não ouvir a RR em onda média! Em Espanha há muitas rádios a funcionar em onda média. Nos EUA é brutal. Em Portugal começou a morrer porque não transmitia nada de diferente da FM".
Etiquetas: Rádio
CITAÇÃO
- As faculdades que têm uma forte componente de Humanidades, que são fundamentais para a formação das elites, para a reflexão sobre o destino e a identidade do país, são muito penalizadas.
ALICE VIEIRA EM TERTÚLIA NA GALERIA MATOS FERREIRA NO DIA 21
Organizado pelo blogue Via Latina, a escritora Alice Vieira estará na próxima sexta-feira, dia 21, pelas 21:30, na Galeria Matos Ferreira (Rua Luz Soriano, 18, ao Bairro Alto). Darei mais detalhes em breve.

[na imagem, pormenor da galeria, actualmente com uma exposição de pintura de António Flores]
Etiquetas: Literatura
EXPOSIÇÃO DE ALEXANDRA DE PINHO

Em Moura, a partir de 22 de Novembro, na igreja do castelo. Para saber mais da pintora, nascida em 1976, ver o blogue dela, de onde retirei uma imagem da série Umbigos: Objectos perdidos #8 (Desenhos, tecidos e resina de poliéster) 40x40cm (2007).
Alexandra de Pinho foi vencedora do Prémio Revelação dos Prémios Salúquia às Artes 2007. "Com periodicidade bienal, o concurso tem como objectivo promover as artes plásticas no país e nos municípios vizinhos de Espanha como Encinasola, Rosal de la Frontera, Paymogo, Cheles, Olivença, Vila Nueva del Fresno, Alconchel e Valença del Mombuey" (retirado do blogue Portal de Moura).
Etiquetas: Pintura
ILUMINAÇÕES DE NATAL
As iluminações já enchem Lisboa. As ruas do Chiado e da Baixa estão ainda mais bonitas, com algumas lojas abertas à noite, caso das livrarias do Chiado. Vale a pena passar por lá, comprar um livro ou outro artigo, tomar uma bebida ou simplesmente passear.





Etiquetas: Lisboa
15.11.08
CINEMA ATRAVÉS DA CRÍTICA
Colóquio internacional (Museu da Ciência da Universidade de Coimbra), a 20 e 21 de Novembro.

Etiquetas: Cinema
JOSÉ LUIS ORIHUELA NO IV ENCONTRO DE BLOGUES
Ontem, de manhã, José Luis Orihuela (Universidade de Navarra) proferiu a conferência inaugural do IV Encontro de Blogues, intitulada Cultura Bloguer.
O vídeo recorda os 12 minutos iniciais da sua comunicação. Valeu a pena ouvi-lo.
Etiquetas: Blogues
14.11.08
APONTAMENTO SOBRE O ENCONTRO DE BLOGUES
Lauro António (cineasta) falou da capacidade democrática que é a blogosfera - o seu texto pode ser lido na totalidade no seu blogue Lauro António Apresenta. Dora Santos Silva (mestranda da Universidade Nova de Lisboa) partiu do conceito de indústrias culturais e traçou dez elementos fundamentais do jornalismo cultural. Ricardo Tomé (RTP) destacou a pluralidade de meios de internet onde a RTP está actualmente. Paulo Ferreira (Booktailors) deu um belo exemplo do uso dos blogues como ferramenta de promoção de uma actividade. Paulo Querido polemizou sobre a morte da blogosfera não no sentido do desaparecimento mas da passagem de uma utopia, com a produção de amadores, para uma actividade profissional. Maria João Nogueira (Portal Sapo) referiu a blogosfera (early adopters e recém-chegados) e a tematização, com diversidade de conteúdos. Ela, para quem a blogosfera portuguesa tem comunidades muito fechadas, considera a morte da blogosfera uma provocação embora note uma evolução.
Mariana Pinto e Sara Bica, com um estudo comparativo de leitores adolescentes de blogues, e Carla Sequeira e Luísa Teresa Ribeiro, com uma reflexão do género nos blogues, foram outras das comunicações que melhor retive. Sem esquecer as veteranas nas andanças dos encontros de blogues: Catarina Rodrigues e Elizabete Barbosa. As outras comunicações estiveram a cargo de Pedro Andrade, Ana Paula Lemos e José Gabriel Andrade. Sem esquecer a brilhante conferência de José Luis Orihuela, no começo do encontro, e a que espero voltar.
Excertos de algumas destas intervenções podem ser vistas no curto vídeo mais abaixo. Por seu lado, no seu lugar de participante, Pedro Príncipe (Rato de Biblioteca) escrevia no blogue e no Twitter (ver aqui).






[imagens aquando da apresentação dos trabalhos de Sara Bica mais Mariana Pinto e Pedro Andrade, no 1º painel do encontro, com moderação de Fernando Ilharco, e de Mário Pires e Lauro António, no 2º painel, com moderação de Carla Ganito]
[mensagem actualizada às 23:52]
Etiquetas: Blogues
UM BLOGUE RELACIONADO COM A RÁDIO

A seguir o blogue A Irmandade do Éter. Indicam desejar "devolver à arte radiofónica (?) a sua pureza e honestidade anteriores. Independentemente do tema tratado, torna-se essencial que a obra transmita uma ideia autêntica, fruto da individualidade do autor".
Os seus autores são Francisco Amaral (Íntima Fracção), Francisco Mateus (Rádio Crítica), Hugo Pinto (Miss Tapes), Nídio Amado (O Cubo), Pedro Esteves (lado B), Ricardo Mariano (Vidro Azul) e Zito C. (bitsounds).
Etiquetas: Blogues
13.11.08
MORTE DA BLOGOSFERA? NÃO CREIO
A minha última mensagem referiu Nicholas Garr, a partir de um texto editado no blogue da enciclopédia Britannica, onde ele escreve sobre a morte da blogosfera. Mas não destaquei toda a importância do texto, pois remete para um artigo que escreveu em 29 de Outubro de 2005, no seu blogue Rough Type.
O ponto de partida deste texto é o fascínio que ele tem acerca da utopia que nasce com cada nova tecnologia. Partilho desse fascínio.
Ora, Carr busca a memória de outra tecnologia - a rádio sem fios, de Marconi. E cita os ensaios editados sob o nome Imagining Tomorrow, publicados em 1986, de que destaca um de Susan J. Douglas, uma das maiores historiadoras da rádio. Escreveu ela que a rádio sem fios tem um lugar especial no imaginário americano porque combinou idealismo e aventura com ciência. Comenta Carr que a rádio sem fios trouxe um movimento popular que democratizou os media. Foi o que aconteceu com a blogosfera, conclui ele. Poucos anos depois, a rádio utópica era ocupada pelas empresas e pelos negócios, desfazendo o ideal inicial. Segundo Carr, à blogosfera está destinado igual futuro.
O texto dele merece ser lido até ao fim. Mas há uma coisa que não posso deixar de dizer, sem me considerar demasiado esperto. O que ele escreveu em 2005 já eu dizia no I Encontro de Blogues em 2003. Não, não sou clarividente, mas percebe-se à distância a comparabilidade. O movimento mais próximo da blogosfera é a rádio dos anos 1920, pela facilidade de construção, pela novidade, pela esperança de alargamento democrático dos media. Da rádio, ficou um meio insubstituível, que persiste até hoje. Da blogosfera, certamente que ficarão sementes fabulosas, juntando texto, imagem e som. Para mim, ainda é cedo para decretar a morte da blogosfera.
Etiquetas: Blogues
AINDA SOBRE A MORTE DA BLOGOSFERA
Na continuação da proposta de Paulo Querido (Mas certamente que sim!), sobre a morte da blogosfera, vi outra referência sobre o mesmo tema, e no mesmo dia, no blogue da enciclopédia Britannica.
Considera Nicholas Carr que a blogosfera parece ter entrado na sua crise de meia-idade: o que parecia fresco e cheio de novidade em 2004 é agora familiar e cansativo. Mas Carr vê mais adiante: se continua a haver um conjunto de bons blogues, inscritos num espaço público mas aberto à intimidade e à observação pessoal, o argumento de que os blogues estão fora dos media tradicionais desapareceu. Diz o mesmo articulista que a maioria dos blogues mais populares são empresas comerciais com equipas de escritores e jornalistas, com agressivas operações comerciais e com estratégias de links para outros blogues com objectivos idênticos. E acrescenta: alguns são bons, outros são aborrecidos.
Parece que a ideia romântica da blogosfera - onde cada um escreve o que pensa ser útil e o partilha com outros, formando uma comunidade - está rapidamente a desaparecer. Poderá ser. Mas não esqueço uma coisa - o ano está a acabar, os media mais fortes precisam de uma palavra-chave ou acontecimento ou ideia do ano enquanto marca deste 2008 e, certamente, a palavra blogue não vai ser a eleita. Por isso, procura-se afanosamente uma outra. Será o Twitter, que casa mais convenientemente a internet com o telemóvel?
Eis um dos motivos para amanhã estarmos no IV Encontro dos Blogues, na Universidade Católica - a discussão do futuro da blogosfera (passe a publicidade e fazendo uma declaração de interesse, dado eu ser um dos organizadores). Esperamos que muitos blogueiros estejam presentes!

Etiquetas: Blogue
12.11.08
O FIM DA BLOGOSFERA
O post de hoje de Paulo Querido no blogue Mas certamente que sim! refere a comunicação que ele vai fazer no IV Encontro de Blogues, na próxima sexta-feira. Tem um título provocatório: O fim da Blogosfera. Mas é melhor transcrever o seu texto:
- O fim da blogosfera — é o título da comunicação que vou apresentar na próxima sexta-feira ao IV Encontro de blogues, que se realiza nos dias 14 e 15 de Novembro de 2008, na Universidade Católica Portuguesa.Ultimamente o tema tem sido abordado na mais insuspeita imprensa (e também nalguma menos insuspeita). O número de deserções aumenta, os 300 geeks portugueses (estive a contá-los um por um) trocam os seus blogues em inglês pelo Twitter em inglês com os mesmos extraordinários resultados, há quem aproveite o momento para, vestido o melhor ar blasé, fechar a loja com alguma dignidade antes de desaparecer ingloriamente dos topes, o Carlos Teixeira desabafa dizendo, “para ser sincero“, não saber “muito bem se existe motivo para manter um blogue, seja ele de que forma for, a Wired titula que isso dos blogs é oh, tão 2004 e, acima de tudo, temos a peremptória afirmação de The Economist, o blogging já não é o que era porque entrou no mainstream, o nosso particular obrigado à The Economist (olha a vénia, Miguel) por nos tirar da ignorância com tão, digamos, Iluminada Descoberta.Assim sendo, penso que poderei discorrer calmamente, com uns slides, sobre o fim da blogosfera sem que me caiam em cima ou venham perguntar pela fonte. Quer mesmo conversar sobre isto, leitor? Apareça por lá.
Etiquetas: Blogues
EBC
A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) é uma empresa do governo federal do Brasil criada em 2007 para gerir as emissoras de rádio e televisão públicas federais. A EBC possui, entre outros meios, a TV Brasil, canal que estreou a programação em 2 de Dezembro de 2007, quando se iniciaram as transmissões de sinal de televisão digital no Brasil e a TV Brasil Integración, de divulgação do país para a América Latina (informação a partir da Wikipedia).
Retiro do sítio da EBC a seguinte informação:- Quando escreveram a Constituição brasileira, base de nossa jovem democracia, os constituintes estabeleceram, no artigo 223, que o sistema de radiodifusão teria as vertentes privada, governamental e pública, de forma a se complementarem. Temos no Brasil redes de televisão privadas, bem estruturadas, que oferecem programação variada mas de padrão comercial. A TV privada contribuiu fortemente, desde o seu surgimento, para a integração nacional e para a modernização da sociedade brasileira. Temos ainda canais governamentais dos Três Poderes nos três níveis da federação (Canal NBR, TV Senado, TV Câmara, TV Justiça, entre outros), utilizados, pelos governantes, para a legítima e necessária prestação de contas e divulgação de seus atos. O que não não temos - afora a experiência restrita da TV Cultura de São Paulo, que é de âmbito estadual - é uma televisão pública, entendida como aquela que não está subordinada nem às regras do mercado nem ao controle do poder político mas sim à influência direta da sociedade civil. Quando concebeu a existência de canais públicos de radiodifusão (radio e TV), os constituintes estavam pensando na diversidade, no aumento da oferta de opções, para que os brasileiros tenham maior possibilidade de escolher o que desejam ver na TV. A TV Pública, com participação direta da sociedade em sua gestão,deve ferecer uma programação diferenciada da que é exibida pela TV comercial, com ênfase na informação artística, cultural e científica, no bom jornalismo, no debate das questões nacionais, na expressão da pluralidade social. Este é o perfil da maioria das TVs Públicas existentes em outros países, principalmente nos da Europa Central. A criação de um sistema público de comunicação, em que a sociedade civil, mais do que o mercado ou o Estado, tenha voz ativa e participação direta, é uma antiga aspiração da sociedade brasileira, que finalmente agora encontra condições favoráveis para sua realização. Entre elas, o salto tecnologicopropiciado pela adoção padrão digital, o amadurecimento do debate e, pela primeira vez, a disposição do Governo Federal em viabilizar o projeto.
Para ouvir online a Rádio Nacional de Brasília, clicar aqui.
Etiquetas: Media
11.11.08
CINEMA NA INTERNET

O sítio Europa Film Treasures é um local a visitar. Nele - isto é, na internet -, podem apreciar-se importantes filmes europeus a partir de diversos arquivos.
O primeiro filme que espreitei foi Gordon Highlanders (1899), de William Walker. Depois vi Emperor William II’s visit to Copenhagen (1903), de Peter Elfelt. Estes e outros tesouros podem ser vistos, voltados a ver, analisados, estudados, discutidos.
Posso escrever que se trata de uma das boas notícias do ano. A má notícia é que Portugal não integra a lista de um enorme conjunto de países europeus que disponibilizam arquivos de cinema neste projecto.
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA "MAUCHA"
Dezoito imagens captadas na primeira manhã de 2008, na Herdade da Maucha (Alentejo) pelo fotógrafo José Francisco, patente na Colorida Galeria de Arte (Rua Costa do Castelo 63, Lisboa,
www.colorida.pt), entre 15 de Novembro e 31 de Dezembro.

Etiquetas: Fotografia
INDÚSTRIA CULTURAL EM MANOEL NETO
Em mensagem colocada ontem no blogue Cultura e Mercado, Manoel J. de Souza Neto escreve sobre Vamos debater a indústria cultural.

Lê-se ali:
- O debate presente na relação artista, indústria e sociedade. Mas antes de expor os fatos e sair escrevendo, quero apresentar minhas motivações. Tenho acompanhado nas últimas duas décadas os debates, livros e pesquisas culturais pela perspectiva dos independentes, isso muito antes do assunto ter retornado como tema central da política pública executada pelo Ministério da Cultura. Em um momento anterior em que o assunto estava restrito a pesquisas acadêmicas sem a menor visibilidade, debatidas em eventos desgarrados pelo Brasil realizados em guetos, com toda sorte de intelectuais, artistas marginais e periféricos, que para os atores centrais, são apenas aqueles sem sucesso.
Etiquetas: Indústrias Culturais
SOBRE LIVROS

Jorge Manuel Martins, cujo livro Profissões do livro. Editores e gráficos, críticos e livreiros (2005) comentei aqui e aqui, publicou uma separata ao mesmo livro, editada pelo Centro de Línguas e Culturas, da Universidade de Aveiro, com o título Livros: difícil é vendê-los (2007).
Neste trabalho de 20 páginas, o autor propõe-se abandonar a teoria da cadeia de valor (diferentes etapas na produção de um bem, estruturadas segundo saberes e profissões diferentes e que introduzem valor económico em cada uma delas) e falar da rede social do livro. Para compreender a rede social do livro, Jorge Manuel Martins diz que "cada um dos mediadores do livro «interpreta e filtra, selecciona e produz sentido, contribuindo com a sua própria marca, ou com o seu capital simbólico socialmente reconhecido, para transformar um produto base num valor acrescentado e num pacote de benefícios» e que, na nova rede do livro, cruzam-se agora vidas tão especializadas quanto convergentes, sem actores principais nem secundários, em equilíbrio culturalmente desafiante" (p. 43).
Na página seguinte do texto, o autor apresenta um quadro de oferta (produção, difusão) e procura (organizações, indivíduos).
Destaco ainda no trabalho de Jorge Manuel Martins aquilo a que chama de auxiliares de diagnóstico, em que apresenta as fontes de análise dos actores sociais da difusão do livro (pp. 51-57). Um dos elementos que igualmente destaco é a observância de algumas tendências: concentração versus excesso de produto, prioridade aos best-sellers versus ausência de livros de fundo, novos consumidores, aumento das devoluções e descontos crescentes, e proliferação de feiras e saldos enquanto diminuem as livrarias tradicionais e se disputa o espaço nas lojas.
Etiquetas: Livro
QUEBRA DE VENDA DE JORNAIS NA DINAMARCA

De acordo com o blogue Newspaper Innovation, o mercado dinamarquês de jornais está a perder circulação. Os jornais pagos cairam quase 25% nos últimos dez anos, de 1,6 milhões de exemplares em 1997 para 1,2 milhões em 2007. Mas a circulação dos jornais gratuitos está a baixar ainda mais rapidamente.
Continua a notícia: o que começou por ser uma série rápida de lançamentos de jornais gratuitos entre Agosto e Outubro de 2006 tornou-se uma série de encerramentos ainda mais espectacular. O mais recente é o 24timer, editado em Odense e em Aalberg, na passada sexta-feira, como informa o MediaWatch (em dinamarquês). Cada edição tinha uma circulação de 20.000 exemplares.
Etiquetas: Jornais
10.11.08
ENCONTRO DE BLOGUES EM LISBOA
Vai decorrer nos próximos dias 14 e 15 de Novembro (próxima sexta-feira e sábado), o IV Encontro de Blogues, desta vez na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.
Ainda estão abertas inscrições para a participação individual e frequência dos ateliês de Photoshop e Ferramentas da Web 2.0. Para saber mais informações, ver no blogue do IV Encontro.

Etiquetas: Blogues
LEITURA DE BANDA DESENHADA
Dado o sucesso de sessões anteriores, a Bedeteca vai manter o Grupo de Leitores de Banda Desenhada (GLBD), actividade da Bedeteca de Lisboa, concebida em colaboração com Sara Figueiredo Costa e Pedro Moura. O novo ciclo terá Sara Figueiredo Costa como moderaradora (a Sara é a autora do blogue Cadeirão Voltaire, agora com problemas informáticos de actualização).
O objectivo principal do GLBD é partilhar leituras de títulos de banda desenhada. As sessões decorrem no auditório da Bedeteca de Lisboa, às 16:30, de 15 em 15 dias. Na sessão do passado sábado, o GLBD terá discutido a lista de livros para selecção.
Para saber mais, enviar um email para bedeteca@cm-lisboa.pt.
Fonte: Bedeteca
Etiquetas: Banda desenhada
DESENHO HUMORÍSTICO DOS "RIDÍCULOS" EM EXPOSIÇÃO
Até 31 de Dezembro, as bibliotecas especializadas de Lisboa Bedeteca e Hemeroteca Municipal apresentam, nas instalações da primeira, um conjunto de primeiras páginas do jornal Os Ridículos, bissemanário humorístico, acompanhadas das respectivas provas enviadas para e recebidas dos serviços de censura do Estado Novo (Comissão de Censura e o carimbo VISADO Pela Comissão de Censura) (1933-1945).
Segundo os organizadores, na mostra de Os Ridículos,
- a gargalhada, no mínimo, irrompe dobrada em face deste confronto de traços: o do mestre desenhador e o do censor zeloso, perante uma linguagem gráfica insinuativa.A exposição será organizada em três núcleos temáticos (política nacional, política internacional e Lisboa), e conta com desenhos e caricaturas da autoria de Alonso, Stuart, Colaço, Natalino, Silva Monteiro, Américo e Pargana. Através dos cortes às versões iniciais propostas pelos ilustradores, e da comparação com as páginas finais, é possível descortinar os resultados do controlo do Estado sobre o discurso humorístico e gráfico veiculado por este jornal, por outras palavras, sobre a liberdade de expressão, aqui essencialmente plástica – razões de sobra para não perder esta exposição.







