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Jogos e Educação Musical: uma introdução PDF Imprimir E-mail
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Escrito por José Julio Stateri   
09-Set-2006
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           Para as crianças, o lazer e a brincadeira (ou o jogo) tornam-se, na prática, uma única atividade que, bem dirigida, atenderá a objetivos educativos.

           Os teóricos do assunto costumam dividir as brincadeiras infantis em três tipos: fisiológico, psicológico e biológico. As teóricas biológicas entendem o lazer, em forma de brincadeiras, como o exercício dos instintos necessários à sobrevivência (um exemplo simples seria o das "lutas" dos pequenos felinos que seriam na realidade uma preparação indispensável para a vida adulta), ou como recapitulações dos estágios da evolução humana. As teorias fisiológicas defendem a idéia de que é através dos jogos que as crianças gastam as energias excedentes. As psicológicas consideram a atividade do jogo infantil como uma forma de catarse onde os conflitos vêm à tona mas são sublimados. Freud acreditava que essa atividade reproduzia acontecimentos desagradáveis que seriam modificados (comandados) de acordo com a vontade da criança. Por exemplo: brincando de "professora e aluna" duas meninas podem corrigir uma ação, realizada pela professora real, considerada por elas como injusta.        

              Para Piaget a brincadeira é um processo de assimilação espontâneo sendo que, através dela a criança manipula e integra regras da sociedade.

              O jogo infantil pode ocorrer de forma espontânea ou induzida (e controlada) pelo adulto ou o educador. A primeira forma pode, em alguns momentos, resultar em sofrimento e frustrações para as crianças (como no caso onde uma criança menor é maltratada por outra maior). 

            A ligação entre a música e o jogo é muito forte, tanto que, em diversos idiomas a execução dos instrumentos musicais tem o mesmo significado de "jogo". Os exemplos mais conhecidos seriam os da língua francesa ( jouer = tocar, jogar, brincar, mover-se, divertir-se, etc.) e do inglês ( play = tocar, jogar, brincar, obra, peça, etc.) mas o mesmo também ocorre com a língua árabe e outras línguas eslavas e germânicas.

            Refletindo sobre a semelhança entre a música e o jogo, já afirmava Aristóteles: - "Não é fácil determinar a natureza da música, assim como o proveito que tiramos de seu conhecimento. Talvez seja por causa do jogo e da recreação que desejamos a música tal como desejamos dormir e beber, que também não são em si mesmos coisas importantes ou sérias mas agradáveis e capazes de afastar as preocupações...  ... deveríamos dizer que a música conduz à virtude na medida em que, tal como a ginástica, é capaz de exercitar o corpo, alimenta uma certa ética e nos permite gozar as coisas de maneira adequada? Ou por último, não contribuirá ela para a recreação mental e para a aquisição de conhecimentos?"

            Falando-se um pouco sobre educação musical e educação em geral, observamos que uma forma eficiente de se introduzir novos conceitos às crianças é por meio dos jogos. Estes atendem às suas necessidades lúdicas mantendo-as motivadas e proporcionando algum tipo de vivência física e intelectual. Os jogos podem ser usados também como reforço de aprendizagem, no decorrer das aulas ou como atividades extra curriculares.

            Adolescentes e adultos têm necessidade de recrearem-se da mesma forma que as crianças, com a diferença de que os jogos deverão apresentar propostas menos inocentes. No caso do adolescente em particular, estes devem encontrar, nos jogos, desafios intelectuais e alguma competição. Nos dias atuais, infelizmente, é raro vermos os jovens dedicarem-se a jogos como "xadrez" e "dama", conhecidos como ideais para o treinamento da atenção e raciocínio. Entretanto, felizmente, uma outra forma de jogo está substituindo os tradicionais, com sucesso, graças a maior interação e participação daqueles que o praticam. Referimo-nos aos "games", RPG, jogos digitais que possuindo regras que geralmente são colocadas gradativamente, no decorrer do processo, apresentam destinos variáveis e com uma participação mais ativa. Consideramos importante, para o enriquecimento da didática musical, trazer esses jogos para a nossa área (devidamente adaptados ou idealizados) como mais uma técnica de ensino, altamente motivadora e com possibilidades de profundas imersões psicológicas.


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Comentários (2)Add Comment
...
Por Julia Stateri, 09 de setembro de 2006
Sou suspeita para falar, mas quem me conhece sabe que eu sou bastante crtica. Acho que o texto ficou muito bom! =)
Daqui para frente trabalhar a idia com a ajuda da comunidade! Bjos
games e educacao musical
Por rogertavares, 09 de setembro de 2006
muito bom?
ficou sensacional :zzz

a midia digital é realmente cheia de atrativos para a educacao musical. com um equipamento relativamente barato pode-se emular diversos tipos de sons e escritas sonoras dos mais diversos tipos.

mas como tudo nessa mídia, ainda é um campo muito aberto à exploração.
Quem se habilita???

abs
roger

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Atualizado em ( 17-Jan-2007 )
 
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