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Com o divulgado retorno do Vídeo
Games Live para o Brasil não há como não se perguntar como isso tudo começou. Jack
Wall e Tommy Tallarico são a resposta, afinal são os fundadores do famoso
concerto que assistimos em 2006, e em 2007 promete
retornar. Wall comenta isso e mais na entrevista exclusiva.
Jack Wall é um compositor
veterano da indústria de games que recentemente trouxe para o Brasil o que era
antes o simples sonho de um viciado em games. Contudo o
Vídeo Games Live fez com que a musica dos jogos ultrapassasse aquele simples
conceito musical que só interessava aos jogadores. O show está fazendo
apresentações pelo mundo afora desde 2005 e mostrando para todos que não são
somente os game-maníacos que podem apreciar suas melodias favoritas, mas também
aqueles que nunca botaram a mão em um controle. Em suma: O Vídeo Games Live
mostrou que a musica de vídeo game em sua forma orquestrada pode agradar a
todos. Jack, antes de mais nada, obrigado por essa oportunidade.
Arthur Protasio: Então, como foi o Blizzard’s
Worldwide Invitational? Parece que a VGL fez sucesso na Ásia também.
Jack Wall: Foi fantástico! Que palco
tivemos! Tela LED de última geração passando videos e outras três telas
gigantes mostrando o evento. Muitas luzes e efeitos. A gente passou uma semana programando
tudo isso antes de irmos. Foi um show muito animado. Gostei muito!
AP: Você chegou a jogar muito WOW (World of Warcraft) ou foi o trailer
do Starcraft 2 que te interessou mais?
JW: Na verdade eu não cheguei a
jogar nada. Eu estava muito ocupado produzindo o show com o pessoal da Blizzard
e o Tommy. Ainda assim foi divertido, a gente deu umas voltas pelo evento e viu
milhares de pessoas se divertindo. Inclusive assisti a um pouco do campeonato
de Starcraft.
AP: É incrível ver o quanto você já alcançou. Como que tudo começou?
Por que você começou a trabalhar com jogos e qual foi sem primeiro emprego na
área?
JW: Ei, eu só estou interessado em música. Eu realmente
amo a carreira que eu tenho – todo dia é diferente e animado! Eu comecei em
1996 com um jogo pouco conhecido chamado Flying
Saucer. Ele só foi lançado na Alemanha por uma empresa, que hoje em dia não
existe mais, chamada Software2000.
Era na realidade um jogo de computador bem legal e eu amei a experiência de fazê-lo.
Era tão sinistro e etéreo ao mesmo tempo. A partir desse ponto eu continuei a
fazer vários jogos ao lado da desenvolvedora Postlinear (inexistente arualmente) em São Franciso na
Califórnia. Fiz uns bons contatos naquela empresa e depois comecei a trabalhar
no Myst III: Exile e isso realmente
alavancou minha carreira.
AP: Qual trilha sonora que você considera ser o seu maior sucesso e
qual jogo que você mais se envolveu?
JW: Provavelmente o que eu estou
fazendo agora! Eu já tenho um bom histórico: Myst III, Myst IV, Splinter Cell e
Jade Empire. Agora eu estou trabalhando no Mass
Effect que vai ser um grande lançamento na América do Norte no Xbox 360. Eu
sei que o Xbox não é tão conhecido no Brasil, mas eu espero que alguns de vocês
possam jogá-lo. É incrível! Um RPG com uma forte presença de ação que se passa
no futuro – um ótimo drama de ficção científica. O jogo pretende competir
diretamente com o Halo, acredito eu, mas na realidade as pessoas que jogam o um
também vão jogar o outro. Então na prática não existe tanta competição.
AP: Como você surgiu com a idéia de tornar em realidade o que é hoje o
show de videogames mais bem sucedido do mundo?
JW: Eu e o meu parceiro, Tommy
Tallarico, nos reunimos uns 5 anos atrás e passamos a pensar em projetos que
poderíamos fazer juntos. A idéia de criar um concerto rapidamente foi parar no
topo da nossa lista! A gente queria trazer o mundo dos games para um cenário
comum e a gente realmente tem tido um belo sucesso nisso.
AP: A versão brasileira do VGL atingiu suas expectativas?
JW: Até agora a platéia
brasileira é a mais animada no mundo inteiro! Eu amei e nós estamos voltando!
AP: Com o retorno do VGL confirmado para o Brasil no mês de setembro,
como que você se sente voltando?
JW: A gente ama voltar para o
mesmo mercado – especialmente no Brasil! Ano passado a gente só confirmou o
show no Rio poucas semanas antes de chegarmos e mesmo assim quase lotamos. Esse
ano a gente espera ter os ingressos a venda bem mais cedo além de fazer vários
shows!
AP: O que a platéia pode esperar? Algum repertório especial como no ano
passado?
JW: A gente está planejando isso
atualmente e eu realmente não quero falar nada até estarmos prontos para
anunciar. A gente pode aparecer e simplesmente surpreender vocês!
AP: Você gosta de jogar videogame? Quais são os seus jogos favoritos e
qual o aspecto mais importante em um jogo para você?
JW: Bem, eu tenho uma filha de 10
anos. A gente joga muito Mario e Guitar Hero juntos. Eu também gosto
muito de Halo, Myst, Splinter Cell e
alguns outros.
AP: Qual seu conselho para qualquer pessoa que queira seguir os seus
passos?
JW: Em termos de composição, é
tudo sobre a mistura de talento e os contatos que você tem na indústria. Nos
Estados Unidos existe uma grande rede de contatos, especialmente na Califórnia,
então se você puder ir para lá e conhecer algumas pessoas vale muito a pena.
Você também pode se unir ao Game Audio
Network Guild e
aprender mais sobre como fazer tudo isso. Eu também recomendaria uma grande
conferência que acontece todo mês de março em São Francisco, a GDC - Game Developers Conference. Em termos de apresentações e
concertos... sem conselhos.
AP: Quais são seus planos futuros?
JW: Estou com projetos envolvendo
composições, mas também estou planejando uma turnê européia para o VGL. Enquanto
isso também estamos trabalhando aqui na Ásia. No entanto esse verão (ou inverno
para os brasileiros) é tudo sobre os nove shows que apresentaremos na América
do Norte e em seguida...BRASIL em setembro!
AP: Fantástico.
Últimas palavras?
JW: É melhor vocês aparecerem
para as nossas apresentações no Brasil!
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