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E oportunidades para quem quer trabalhar com games.
No dia 20 de junho aconteceu na UNICSUL, campus Liberdade, o
GameDay'07. Este evento acontece desde 2004, capitaneado pelo professor
Juliano Schimiguel, e este ano foi de 4ª a 6ª, com mesa redonda de
abertura, exposição de games desenvolvidos por alunos, workshops de
ferramentas e outras atividades interessantes.
Eu
tive o prazer e a honra de ser coadjuvante da mesa de abertura desta
edição, mediada pelo Prof. Juliano Schimiguel e composta por Marcelo
Carvalho (Devworks), Julio Vieitez (LevelUp), Francisco Tripiano Filho (Cadritech), Ricardo Bonavita (Knum 3D) e Thiago Kuma (UNICSUL). O auditório estava cheio, com público formado prioritariamente por alunos da UNICSUL, da graduação e da pós.
Como
aquecimento, o Prof. Juliano pediu que comentássemos sobre as empresas
onde os componentes da mesa atuam e a percepção a respeito do mercado
de trabalho para quem está concluindo sua formação.
Quem
abriu a mesa foi o Marcelo Carvalho, comentando sobre o início da
Devworks, focado na produção de advergames e jogos casuais para
consolidar posição e o atual foco da empresa, desenvolvendo parte da
regionalização do Second Life para a Kaizen e desenvolvendo jogos para
banda larga no GameTrack,
que tem jogos licenciados Grow. Sobre mercado de trabalho, destacou
algumas oportunidades para programadores que estão abertas justamente
para a regionalização do Second Life.
Julio
Vieitez e Thiago Kuma destacaram para os alunos que o setor de games
não é só o mercado de programação, que há uma gama de oportunidades que
se abrem com o desenvolvimento do setor. Na indústria propriamente dita
há diversas funções que necessitam de diferentes aptidões: músicos,
roteiristas, game-designers, coordenadores de comunidade, game-masters,
jornalista especializado, diretor de arte, especialistas em física...
Para saber onde melhor se encaixa, é preciso descobrir se há aptidão e,
claro, interesse na função em questão.
Francisco
Tripiano e Ricardo Bonavita também abordaram as diversas possibilidades
que o desenvolvimento do setor oferece. Além de outsourcing,
destacaram o mercado de jogos para celular, uma vez que o Brasil é o 5º
mercado mundial em número de aparelhos em uso. Nesse tema, merece
destaque um relatório da Gartner (via blog do meira) publicado semana passada que prevê crescimento de 50% no mercado de jogos móveis neste ano de 2007.
No resumo da mesa redonda, cabem os seguintes destaques:
Sobre o mercado de trabalho, ficou evidente a importância do portifólio
para quem busca uma oportunidade no setor. Não importa a função, quanto
mais e melhores projetos você tiver para mostrar, maiores serão as
chances de uma posição.
Para formar um bom portfolio, cursos e
faculdade são um excelente começo.
Para os empreendedores, ficou a importância de entender o
desenvolvimento de jogos como uma indústria efetiva, que precisa
atender aos anseios do mercado. Um dos maiores erros que estudantes e
recém formados cometem é acreditar que fazendo um jogo bom pra si
mesmo, o resto fluirá. E não é bem assim.
É preciso desenvolver um jogo
sempre pensando em quem será o jogador, foco no consumidor.
O mercado brasileiro de jogos ainda é muito incipiente, mas vem se
aprimorando a olhos vistos. A entrada oficial de grandes players
mundiais pode contribuir para um salto qualitativo na indústria local.
Porém, ainda há muito o que desenvolver, tanto no combate à pirataria
quanto na utilização de modelos de negócio mais adequados ao novo
contexto de distribuição de conteúdo.
Algumas oportunidades parecem ser certas, destaque para conteúdo no
celular. Outras podem ser apostas de risco, como o Second Life. Apesar
dos 7 milhões de residentes divulgados, já há quem veja o início do
fim.
Por fim, fica cada vez mais evidente a necessidade de entender o jogo
como uma prestação de serviço de entretenimento, e não como um produto
de prateleira.
Andre Ursulino é formado em Publicidade pela ESPM/SP, e pós-graduando em Administração pela FGV/SP.
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