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Oportunidades no mercado de games PDF Imprimir E-mail
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Escrito por André Ursulino   
25-Jun-2007
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E oportunidades para quem quer trabalhar com games. No dia 20 de junho aconteceu na UNICSUL, campus Liberdade, o GameDay'07. Este evento acontece desde 2004, capitaneado pelo professor Juliano Schimiguel, e este ano foi de 4ª a 6ª, com mesa redonda de abertura, exposição de games desenvolvidos por alunos, workshops de ferramentas e outras atividades interessantes.

Eu tive o prazer e a honra de ser coadjuvante da mesa de abertura desta edição, mediada pelo Prof. Juliano Schimiguel e composta por Marcelo Carvalho (Devworks), Julio Vieitez (LevelUp), Francisco Tripiano Filho (Cadritech), Ricardo Bonavita (Knum 3D) e Thiago Kuma (UNICSUL). O auditório estava cheio, com público formado prioritariamente por alunos da UNICSUL, da graduação e da pós.

Como aquecimento, o Prof. Juliano pediu que comentássemos sobre as empresas onde os componentes da mesa atuam e a percepção a respeito do mercado de trabalho para quem está concluindo sua formação. 

Quem abriu a mesa foi o Marcelo Carvalho, comentando sobre o início da Devworks, focado na produção de advergames e jogos casuais para consolidar posição e o atual foco da empresa, desenvolvendo parte da regionalização do Second Life para a Kaizen e desenvolvendo jogos para banda larga no GameTrack, que tem jogos licenciados Grow. Sobre mercado de trabalho, destacou algumas oportunidades para programadores que estão abertas justamente para a regionalização do Second Life. 

Julio Vieitez e Thiago Kuma destacaram para os alunos que o setor de games não é só o mercado de programação, que há uma gama de oportunidades que se abrem com o desenvolvimento do setor. Na indústria propriamente dita há diversas funções que necessitam de diferentes aptidões: músicos, roteiristas, game-designers, coordenadores de comunidade, game-masters, jornalista especializado, diretor de arte, especialistas em física... Para saber onde melhor se encaixa, é preciso descobrir se há aptidão e, claro, interesse na função em questão. 

Francisco Tripiano e Ricardo Bonavita também abordaram as diversas possibilidades que o desenvolvimento do setor oferece. Além de outsourcing, destacaram o mercado de jogos para celular, uma vez que o Brasil é o 5º mercado mundial em número de aparelhos em uso. Nesse tema, merece destaque um relatório da Gartner (via blog do meira) publicado semana passada que prevê crescimento de 50% no mercado de jogos móveis neste ano de 2007.

No resumo da mesa redonda, cabem os seguintes destaques: Sobre o mercado de trabalho, ficou evidente a importância do portifólio para quem busca uma oportunidade no setor. Não importa a função, quanto mais e melhores projetos você tiver para mostrar, maiores serão as chances de uma posição.

Para formar um bom portfolio, cursos e faculdade são um excelente começo. Para os empreendedores, ficou a importância de entender o desenvolvimento de jogos como uma indústria efetiva, que precisa atender aos anseios do mercado. Um dos maiores erros que estudantes e recém formados cometem é acreditar que fazendo um jogo bom pra si mesmo, o resto fluirá. E não é bem assim.

É preciso desenvolver um jogo sempre pensando em quem será o jogador, foco no consumidor. O mercado brasileiro de jogos ainda é muito incipiente, mas vem se aprimorando a olhos vistos. A entrada oficial de grandes players mundiais pode contribuir para um salto qualitativo na indústria local.

Porém, ainda há muito o que desenvolver, tanto no combate à pirataria quanto na utilização de modelos de negócio mais adequados ao novo contexto de distribuição de conteúdo. Algumas oportunidades parecem ser certas, destaque para conteúdo no celular. Outras podem ser apostas de risco, como o Second Life. Apesar dos 7 milhões de residentes divulgados, já há quem veja o início do fim.

Por fim, fica cada vez mais evidente a necessidade de entender o jogo como uma prestação de serviço de entretenimento, e não como um produto de prateleira.


 

Andre Ursulino é formado em Publicidade pela ESPM/SP, e pós-graduando em Administração pela FGV/SP. 

 


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