|
Hoje resolvi abordar um
aspecto do Second Life que está ganhando espaço e
relevância cada vez maiores nos últimos tempos,
inclusive no Brasil: a união de atividades da vida física
(RL) com a virtual (SL).
Embora tenha sido
concebido como uma alternativa à vida física
(denominada por alguns como "vida real"), o metaverso do Second
Life logo demonstrou que pode combinar ambas para gerar resultados
satisfatórios para os seus residentes.
Muito mais do que uma
oportunidade escapista, as atividades no SL podem enriquecer de forma
inédita as ações corriqueiras que fazemos no
mundo físico, aumentando nosso rendimento e proporcionando
soluções para inúmeras demandas.
Nesta primeira parte do
enfoque "Juntando as duas vidas" vou abordar duas áreas
muito importantes, educação e cultura, e parte do que
tem sido feito em relação a ambas no metaverso. Como
muitos de vocês já devem saber, um consórcio de
universidades liderado pela USP acaba de transferir a Cidade do
Conhecimento para dentro do metaverso, proporcionando a criação
de um espaço sem precedentes no Brasil, onde propostas
inovadoras poderão ser incubadas e receber apoio para o seu
desenvolvimento.
Este movimento
iniciou-se com universidades e centros de pesquisa americanos e
europeus, que uniram esforços para criar ambientes
educacionais que oferecessem novas opções para a já
manjada e detestada sala de aula tradicional. Com o auxílio
da realidade virtual, um sem-fim de possibilidades surgiu diante dos
educadores (não de todos, apenas dos que, como eu, sentem-se
entediados com cuspe e giz ou cuspe e pilot preto) e dos alunos,
estes últimos, com certeza, os que mais gostaram das mudanças
por considerarem bastante "cacete", para usar uma expressão
bem antiga, a idéia da escola a vapor e mulambenta em tempos
de Internet, You Tube, Orkut e quetais.
A proposta da USP
encontrou eco em outros estados, como Minas Gerais e o Distrito
Federal, que aderiram ao projeto via UFMG e UnB. Logo, outras
parcelas da Federação deverão fazer o mesmo e,
torcemos, integrar-se em uma grande rede educacional, pois os ganhos
a serem obtidos, para professores, alunos, pesquisadores e o público
em geral são imensos. Se o governo federal deseja mesmo
empreender uma melhoria na Educação, não pode
deixar de apoiar e implementar ações deste tipo.
No dia 20 de agosto,
inaugurei a Universidade do Brasil Virtual (UBV), um ambiente
educacional livre que tem por premissas oferecer cursos a distância
e suporte virtual, através do metaverso, a disciplinas
presenciais. A iniciativa já conta com o apoio de diversos
professores de Instituições de Ensino Superior do Rio
de Janeiro e até o final deste ano inauguraremos uma ilha
inteiramente voltada para o projeto. Mas a proposta da UBV não
pára por aí. Outros campi, dedicados a oferecer
educação a comunidades carentes, já se encontram
em fase de preparação e logo vão proporcionar
inclusão digital e social a milhares de jovens que lutam para
não ficar de fora do mercado de trabalho e da vida digital,
que cada vez ganha mais importância não só
profissional como também nas relações sociais.
Mas criar salas de
aula virtuais não é o suficiente. Afinal, se não
soubermos integrar todas as oportunidades de aquisição
de conhecimentos e não usarmos o conceito de "Educação
Lúdica" para vencer o tédio e a resistência
natural dos alunos ao ambiente educacional, corremos o risco de
criarmos réplicas excêntricas de nossas universidades e
escolas, que logo perderão o brilho diante do público-alvo.
Foi pensando nisso que criei, no campus Pérola Negra da UBV,
espaços especialmente preparados para despertar o interesse em
seus freqüentadores. Uma sala de aula do piso do curso de
Design foi formatada para parecer com um jardim de um palácio
árabe, com direito a fonte jorrando água límpida
e um telão para exibição de vídeos e
slides. Em outro piso, voltado para a Gestão do Conhecimento,
uma pequena casa de cristal está sendo construída para
ressaltar a importância da transparência nas relações
educacionais e de transmissão de conhecimentos.
No "Piso das
Culturas", localizado logo abaixo do Teatro Rachel Luzes, neste
mesmo campus, está localizada a Galeria Pérola Negra,
na qual foi inaugurada no dia 26 de agosto uma coletânea dos
trabalhos dos últimos 21 anos do pintor Ricardo Newton. Isso
significa que, em um mesmo local, o visitante pode assistir aula,
visitar uma exposição de arte e ainda conversar ao
vivo, via voz ou texto, com o artista, que também é
professor da UFRJ.
São de
iniciativas assim que precisa o metaverso, em especial o "grid
brasileiro". Acredito que empreendedores como o professor Gilson
Schwartz, da USP (idealizador da Cidade do Conhecimento) e outros que
se avizinham, contribuirão decisivamente para transformar o
Second Life naquilo que sempre sonhamos, não só em ser,
mas também em ter. E que a futura integração
destes mundos virtuais, como propõe o Hi-Pi-Hi chinês
(breve falaremos sobre isso), seja a consolidação de
uma nova Internet.
Para os que quiserem
conhecer a Universidade do Brasil Virtual - Campus Pérola
Negra no Second Life, as coordenadas são Brasil Nordeste,
224,58,55. Outras informações podem ser obtidas
através do e-mail
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
Até o próximo
mês, com mais novidades sobre o metaverso.
A união faz a
força,
Unidos somos
invencíveis,
Um por todos e todos
por um!
Archanjo
Comandante da Legião
Combatente
Marcos
Archanjo é Designer e Professor, no Centro Universitário Carioca, Rio de Janeiro e
Chanceler da
Universidade do Brasil Virtual.
Revisado: LM
Artigos relacionados:
Links relacionados:
Trackback(0)
|