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A cidade alemã de Leipzig é sede de feiras das mais diversas
áreas desde 1497, quando o então Kaiser,
ou imperador, Maximilian I, cedeu-lhe o direito de organizá-las. Antes disso a
cidade saxônica já mantinha um papel de centro de comércio de grande importância
para a europa central.
Para completar, a Thomaskirche,
igreja de São Tomás, localizada no centro de Leipzig, ainda foi local de
trabalho de um dos maiores, se não o maior gênio musical de todos os tempos,
Johann Sebastian Bach. Com tanta cultura concentrada em um só lugar, não podia
faltar nossa gamecultura por lá! Bem-vindos então à resposta alemã para a E3 e
ao Tokyo Game Show: Games Convention Leipzig.
Este ano eu tive o grande prazer de atender a este evento,
organizado pela primeira vez em 2002. Para minha sorte o novo espaço para
feiras em Leipzig já estava pronto, então aconteceu por lá. Esse novo
local é dividido em cinco salões, com um corredor principal passando entre
eles, sendo que três das cinco salas ficam para o lado direito do corredor.
Para os visitantes da feira foram disponibilizados apenas quatro desses salões,
sendo que o quinto funcionou como a GCbusiness
center.
Como eu atendi à feira a trabalho, representando a empresa
Caipirinha Games com Joachim, proprietário e game designer, e Ronaldo,
programador do estúdio londrinense Calibre Games, eu tive todos os quatro dias
da convenção para conhecer os diferentes estandes e eventos durante meu tempo
livre. No primeiro dia a GC pareceu, como não deve ser diferente em qualquer
outro evento de tamanho comparável, uma grande massa de milhares de informações
simultâneas; música, efeitos sonoros e visuais, milhares de pessoas, tudo ao
mesmo tempo e em todo lugar, sem pausa. O "pior", nesse sentido, deve ter sido
o estando de Guitar Hero III, como todos devem imaginar. Mas a partir do
segundo dia já deu para se acostumar ao clima da exposição e aproveitar a
oportunidade.
Todos grandes estúdios como Konami, Ubisoft, Blizzard etc.
estiveram presentes na Games Convention, mas por um motivo estranho a Namco não compareceu e a Capcom, que se encontrava num lugar totalmente diferente do que designado no mapa do evento, mostrou apenas o quarto Devil May Cry. Foi uma pena, pois não foi possível dar uma
olhada nos novos episódios de Resident Evil e Soul Calibur. Mas pelo outro lado
os outros gigantes da indústria de jogos deram um show à parte e o desfalque não
foi tão notável. A Konami, por exemplo, recebeu em pessoa Hideo Kojima, game
designer da série Metal Gear Solid, que, numa longa entrevista repetida em
diversos horários, apresentou o quarto capítulo do jogo, Guns Of The Patriots, e
principalmente seus vilões inovadores. Além disso, a empresa também convidou William
Oertel, produtor de Silent Hill: Origins, para falar sobre o episódio novo do survival
horror Silent Hill, disponível apenas para PSP. Para apresentar seu novo título
de skate, Tony Hawk's Proving Ground, outro grande estúdio, a Activision,
trouxe o próprio Hawk para falar sobre o game. Mas pelo que sei, ele não
aproveitou para subir na halfpipe que havia no corredor principal. ;)
Fora os convidados de peso e os telões imensos espalhados
pelos salões, mostrando trailers e mais trailers de todo tipo de jogo, o que
ainda impressionou na GC 2007 foi a diversidade dos visitantes presentes. Ficou
claro como o mundo dos jogos eletrônicos está cada vez mais presente, chamando
a atenção também de mulheres e idosos, os menos adeptos aos games. Uma
iniciativa legal, feita pelos organizadores da exposição, foi tornar um dos
cinco salões no chamado GC family,
centrado em jogos para crianças e famílias. Lá também estava presente a parte
mais artística da gamecultura, com quadros feitos no computador e jogos
experimentais e científicos. O mais divertido desta área, porém, foi
definitivamente o museu do videogame, mostrando todos consoles possíveis e
impossíveis desde 1975 e dando possibilidade de se jogar dezenas de jogos
antiquíssimos em inúmeras televisões instaladas ao lado.
Claro que os cosplays e as booth babes também não podiam faltar na GC de Leipzig, e às vezes
parecia até que havia mais seres estranhos e mulheres de shortinho trabalhando
nos estandes do que pessoas que realmente trabalham com jogos ou ao menos já
jogaram um game, mas eles tornaram o evento bem mais divertido. O mais
interessante, ou melhor, BIZARRO, deve ter sido o momento em que Darth Vader,
alguns Storm Troopers e outros personagens de Star Wars se juntaram ao capitão
Jack Sparrow de Piratas do Caribe, e resolveram dançar para Backstreet Boys e a
versão original do cover "Festa no Apê" do Latino. Quanto às booth babes, ficou
claro que aquilo não era a E3 e não se tratava dum evento nos estados unidos,
por que algumas delas andavam até topless, com apenas um pouco de tinta
colorida pelo corpo.
Infelizmente eu não achei tempo para experimentar os
jogos disponíveis nas centenas de estandes, ou de participar das premiações de
camisetas, hardwares, games etc, que foram muito presentes no evento, mas mesmo
assim foi uma experiência incrível. Quem quiser saber mais sobre a Games Convention
e o que eu fotografei por lá, pode dar uma olhada na seção de fotos aqui na Gamecultura.
Desculpem se muitas ficaram borradas ou escuras, mas a iluminação
na feira dificultou as coisas! Eu também gravei alguns vídeos e ainda
verei se poderei disponibilizá-los por aqui, ou então pelo youtube.
Divirtam-se!
Veja e comente as fotos do evento aqui:
Raphael de Almeida Müller was born in Bonn, Germany,
and discovered the power of music already in his early childhood,
taking piano lessons at the age of five. After trying out the violin
and giving up on the piano he found his passion for playing music again
when beginning to learn the guitar at age thirteen.
Since then he has taken up the piano again and dedicated himself to
composing and performing with the guitar and piano, focusing especially
on game music. His various influences include progressive rock,
classical and modern composers, electronica & lounge, and music
from his second nation, Brazil
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