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O ano de 2007 foi marcado pela explosão dos jogos casuais. É verdade que sempre houve produtos dessa categoria mas ele nunca venderam tanto como no ano passado. E o mercado continua otimista com esse setor. Mas o que foi esse boom? E, o mais importante: trata-se de modismo ou tendência?
O que é um jogo casual?
Por casual entende-se um jogo digital mais simples, tanto em jogabilidade quanto em interface. Sua principal característica é que ele não demanda muito empenho para ser aprendido e usufruído. Em geral é um passatempo suave, uma brincadeira gratificante que vez por outra se realiza no celular ou PC.
Quanto aos tipos, há desde simuladores até card games, passando pelos hidden objects (onde a graça é achar itens escondidos na tela, estilo "Onde Está Wally?") e os doll makers (joguinhos de montar, vestir e maquiar bonecas). Particularmente gosto muito dos de desafio lógico, como Tetris, Sudoku, MahJong, Bejeweled etc.
Novos e inesperados jogadores
Um detalhe interessante: os jogos casuais estão trazendo para o meio muitas pessoas que jamais pensaram em jogar video game. Especialmente mulheres com mais de 25 anos, incluindo aí, muitas mães de 40. Por isso a maioria deles são "familiares", isto é, amenos na temática. Uma boa parcela é feita especialmente para o público feminino, o que explica muitos simuladores de design de roupas, gerenciadores de butiques, jogos onde se tem que cuidar de bebês etc.
Machismo? Não sei. As consumidoras não têm reclamado! A propósito, confira o site Gamer Mom, blog onde uma bem-humorada mãe comenta os jogos que gosta.
"Jogue uma hora grátis"
Os jogos casuais são desenvolvidos por empresas, em geral pequenas, e em seguida são publicados em portais especializados. Os maiores são o eGames, o PlayFirst, Big Fish, dentre outros.
Funciona assim: você joga on-line ou baixa uma versão de uma hora para experimentar e ver se quer comprar. A versão completa custa cerca de US$ 15. É possível também comprar em lojas.
Por esse modelo de negócios não é difícil, portanto, entender porque os jogos casuais não pegaram tanto, ao menos até agora, no Brasil. O brasileiro parece achar bizarra a idéia de pagar por algo baixado da Internet e ainda mais bizarro que esse algo seja um jogo. Ainda somos um país onde impera a cultura da pirataria.
Uma boa pedida para a indústria brasileira?
Uma das conseqüências de sua simplicidade é que eles são mais rápidos e baratos de produzir que certos jogos AAA, por exemplo, que podem custar milhões de dólares. E sem contar a distribuição.
Sendo os jogos casuais tão bem aceitos e relativamente baratos de fazer podem ser uma boa pedida para a indústria de games nacional.
O brasileiro, contudo, não tem o hábito, ao menos até agora, de jogar esse tipo de game. Talvez isso se explique, além da já citada cultura da pirataria, pela tradição brasileira dos FPS nas LAN houses e mais recentemente dos jogos on-line, como MMOGs.
A exportação para o exterior, portanto, pode ser uma boa solução. É o caso da empresa na qual trabalho em Florianópolis-SC, a TechFront.
Jogos casuais vieram para ficar?
Talvez a história dos casual games tenha apenas começado. Ou quem sabe se trata de uma releitura, visto que os atuais são muito parecidos com os joguinhos que eram feitos na época do Master System e do "Nintendinho".
O que parece estar ocorrendo é que o mercado se saturou de jogos caríssimos para produzir (e que portanto envolvem um grande risco caso não dêem certo) e caríssimos para comprar (especialmente os de console).
Os casuais certamente não irão substituir os jogos AAA, mas são uma opção atraente para gamers que não dedicariam, por exemplo, horas e horas de seu tempo para passar de um chefão final e passar de fase em um adventure.
Como os jogos casuais atendem um perfil até então negligenciado de gamer acredito que eles vieram pra ficar. Outro fator que pesa nessa equação: o consumo crescente de jogos para celular e outros dispositivos móveis (notoriamente jogos casuais). É cada vez mais comum ver gente na fila do banco, por exemplo, curtindo Tetris no celular para não estressar.
Seja como não custa nada você baixar um desses joguinhos e descobrir se vai se tornar um casual gamer...
Este artigo foi escrito por Alessandro Vieira dos Reis, Game Designer e Analista do Comportamento formado em Psicologia pela UFSC. Trabalha na TechFront, em Florianópolis-SC, desenvolvendo jogos casuais. Blog: http://gamesecomportamento.blogspot.com. E-mail:
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Revisado: AM
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Acho meio irreal vender um casual game de US$15,00 a alguem que conheça algo de games... no Steam por exemplo, com esse valor ou um pouco mais, se compra um game multiplayer(cd-key) que provavelmente renderá diversão por muitas horas a mais...
a gameloft que tem os melhores games pra celular, os vende por menos de US$5,00. Não vejo o porque de um game casual custar tanto, enquanto o game de celular é que teria motivo pra custar mais, devido "exclusividade" de plataforma (quem quer jogar no celular nao tem outra opção)
Acredito que tal boom seja algo temporário, o mercado cresceu bastante e a concorrência também, mas e o público? até quando crescerá conjuntamente? Qual parte deste público migra pro "mainstream"? E os jogos online gratuitos, como os jogos em flash que estao cada dia melhores, nao assombram o mercado casual?
acho que vale citar este artigo:
http://www.gamasutra.com/php-bin/news_index.php?story=17499